Seguranças são demitidos após agredirem passageiros de trem no Rio, mas os responsáveis por eles não sofreram nenhuma punição. O promotor de vendas Olavo Dahlskjaer, 23 anos, acorda às 5h30 todos os dias para trabalhar. Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, ele enfrenta a superlotação habitual nos trens em que costuma viajar até chegar ao serviço, no bairro da Taquara. Na quarta-feira 15, Dahlskjaer adiantou o despertador em meia hora. Temia chegar atrasado por causa de uma greve parcial dos ferroviários do Estado. Infelizmente, seu esforço só o levou a apanhar. O jovem tentava descer na estação de Madureira quando recebeu socos, pontapés e "chicotadas" - dadas com um cordão de apito - justamente de quem deveria garantir a ordem e a integridade das pessoas, os agentes de controle da SuperVia, empresa que administra o transporte ferroviário. BARBÁRIE Além de enfrentar a superlotação habitual, agravada pela greve dos ferroviários, a população carioc...
Marcelo Copelli Ainda que beirem ao extremo da indignação, casos absurdos do cotidiano brasileiro se repetem diante da generalizada apatia dos representantes públicos. Com raras exceções, os poderes se mostram envoltos pela morosidade, a prática torta e o distanciamento cada vez maior no que se refere às expectativas do cidadão. Enquanto em qualquer outro país um caso isolado é capaz de agitar multidões e colocar em xeque a autoridade dos que são pagos para defender a população, no Brasil a coletividade de erros se embola na mesmice dos antagonismos. A balança é viciada e faltam justificativas para tantos desenganos. Em razão dessa série de irregularidades, a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência entregará, amanhã, ao Ministério Público do Rio, através do procurador-geral de Justiça, Cláudio Soares Lopes, e do subprocurador de Direitos Humanos, Leonardo Chaves, um documento no qual são feitas denúncias e críticas de recentes decisões judiciais que puseram em liberdade vár...
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