Na base do chicote
Seguranças são demitidos após agredirem passageiros de trem no Rio, mas os responsáveis por eles não sofreram nenhuma punição. O promotor de vendas Olavo Dahlskjaer, 23 anos, acorda às 5h30 todos os dias para trabalhar. Morador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, ele enfrenta a superlotação habitual nos trens em que costuma viajar até chegar ao serviço, no bairro da Taquara. Na quarta-feira 15, Dahlskjaer adiantou o despertador em meia hora. Temia chegar atrasado por causa de uma greve parcial dos ferroviários do Estado. Infelizmente, seu esforço só o levou a apanhar. O jovem tentava descer na estação de Madureira quando recebeu socos, pontapés e "chicotadas" - dadas com um cordão de apito - justamente de quem deveria garantir a ordem e a integridade das pessoas, os agentes de controle da SuperVia, empresa que administra o transporte ferroviário. BARBÁRIE Além de enfrentar a superlotação habitual, agravada pela greve dos ferroviários, a população carioc...
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